Eu sinto tanto a sua falta que até quando eu te repudio é por sentir que gosto tanto de você.
Eu às vezes pinto todos os números com as minhas explosões, más cá entre nós... Não é por mau.
É que eu não me contenho no que é fácil às vezes, deve ser.
Ou então não sei me administrar muito bem e preciso que você me dê umas sacudidas pra me guiar.
Seja lá como for, eu não aprendi a arriscar.
Eu não aprendi a apostar todas as emoções baseadas em uma.
Eu não aprendi a dar a minha face à tapas como você.
Eu não sei também se isso me faz parecer inferior por ser covarde, mas posso dizer que essa covardia não é vitalícia no meu fuso horário.
A minha fantasia era constante antes de te ter, e por isso eu escrevia bem mais.
Só que nas relações reais eu me coloco muito aos pés da realidade.
Acabo me restringindo ao cotidiano superficial das coisas e as limitações dos sonhos.
Será que isso é mesmo amar?
Amar não deveria ser assim.
Amar deveria fazer a pessoa se tornar a mais espontânea do mundo.
Eu não sei se isso acontece só comigo, mas amar ou gostar me parece trazer o inverso.
O medo de falar demais e parecer tola ou cair em descrédito.
É muita covardia contida.
Amar é pra poucos.
Vamos, vivamos para o amor e a espontâneidade. Será que é tão difícil assim?
É tão contraditório eu falar besteira demais pra você me sacudir.
E me conter demais pra não cair.
A gente não vive de forma contida pra sempre.
É preciso mais...
É preciso fazer valer a vida.

Talvez o amor seja um efêmero encontro entre eternos desencontrados...
ResponderExcluirGK