As palavras são tantas, e, mesmo
assim, elas se deparam a sós quando não se encontram com as suas fundamentações
de ser num cômodo qualquer do sentir humano. Elas acabam por esgotar o
individuo, mas não por dizerem muito mais que a alma quer ou conseguem
expressar; porque expressam um lado que nem sempre é exatamente o que é real. As palavras são o
perigo da minha consciência e inconsciência, porque elas podem acarretar
conseqüências muito drásticas no meu chão da razão e nos meus pilares da emoção.
Quem as fala pode em várias vezes achar o quê está a dizer, porém pode se
deparar com a ideia equivocada de não o saber e perceber que nem sempre o que
nos é impulsionado a dizer, em certas circunstâncias, é o que deveras sentimos.
Tudo pode não passar de condicionantes que determinam certas maneiras de pensar
e agir por conceitos que adquirimos ao decorrer dos anos.
Mais as palavras não me ferem por
serem ditas demais, mas por me enganarem demais na sua seleção, e por me dizerem
o que não é verdade quando não consigo achar apoios reais nelas. A verdade é
muito mais do que qualquer indução circunstancial para mim. Sendo assim, sou
vítima de mim mesma, que não entendi o porquê que escolhi aquelas palavras. O
porquê que o meu inconsciente as conceberam e o meu consciente as aceitou tão
bem, sem pestanejar, já que não encontro motivos reais, lógicos e presentes no
meu intrínseco ser.
Apesar de tudo, não vou desistir
de entender as minhas reações e ações de dizer certas palavras, que ora são
consideradas conseqüências de induções comportamentais, vindas de uma herança
social a qual me encontro, e ora são consideradas o reflexo do meu inconsciente
que pode estar gritando algo que eu não conheço ou não sei existir dentro de
mim. Porém, um dia quem sabe, isso pare de me agredir e eu possa compreender as
raízes que implantei em mim, as quais ainda não conseguem desnudar-me.
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