30.11.10

Há dias que ...

Há dias que eu não sei descrever. A angústia bate no peito, o olhar não enxerga a razão, e as lembranças me norteiam à decepção. As decepções me reduzem a ínfima falta de direção.
Mas há dias que meu me perco, e até gosto. E todas as frustrações eu deixo pra trás. E quando eu reinicio a minha história e penso estar vivendo no presente, percebo que voltei a viver com você num passado que eu não queria mais. Mas não tentei me desviar, permiti os meus ouvidos se deixarem levar. Se deixarem levar pela ensurdecedora falta de precaução. Deixei-me levar pelas suas mãos em cima de mim e pelo ritmo desregulado que nos propomos. Tudo isso porque ignorei o meu orgulho que já havia sido ferido. Mas tudo porque não sei se o orgulho vale à pena. Se ele tem realmente o juízo que apetece tantas pessoas, e se tiver... Não sei se o quero, e se é o correto como também dizem. Porque o juízo parece precavido demais pra entender das coisas da vida, pra acreditar no fato de que é me poupando de viver os momentos que me foram apresentados que irei assegurar a felicidade. Ele só ameniza a intensidade das coisas, pois, quando tudo é “planejado” parece não haver o tal sabor do qual se tem numa vitória pra quem está acostumado a perder. E por mais que certas perdas sejam grandes e a dor te sufoque por alguns instantes, as vitórias são tão magníficas quando são alcançadas, que fazem suprir todos os erros do passado, e fazem acreditar que cada um deles foi válido demais para serem deixados pra trás, para permitirem esquecer o valor de se dar, de se permitir viver. Se dar sem preconceitos. Se dar sem receios. Se dar sem um jeito definido de dar.

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