17.11.10

Quereres.

Descobri que os quereres ganham vida,
e se impõem brutalmente as pessoas.
Não quero violá-los ao ter de recusá-los quando se apresentarem a mim.
Não quero me submeter a princípios que se tornaram irrelevantes com o passar do meu tempo evasivo e intenso.

Quero os meus impulsos primeiramente,
mesmo que sempre me ensinem a ignorá-los.
Quero as minhas vontades postas fora de sincronia com a razão.
Quero provar do veneno que guardam pra mim.
Quero saciar a tendência de me perder.
Quero tantas coisas que nem sei mais.
Quero sempre mais querer.

Sem perder o meu controle,
mas perdendo a lógica de controlar.
O meu controle cedeu lugar aos meus vícios.
Vícios que aprendo a apreciar cada vez mais.
Vícios que destruíram os falares do "não poder fazer".
Vícios que me incentivam a sentir prazer.
Vícios que estimulam o meu querer.
Sem ter a constância no ato dos meus quereres.
Querendo querer sempre mais com os passa-tempos do meu viver.

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