20.10.09

Como uma saia rasgada

Costumava vestir-se para si, depois para olhares femininos e depois para os masculinos numa forma de impôr  o determinismo que estava em fase de construção; e quando construído, quis demonstrar-se em fase de construção numa forma pricipitada de não dá olhares para o que deixou para trás e tentar reviver o que não conseguiu viver. Sem medo e com pressa.
Todas as vestimentas que já fora algo persuasivo para si, viraram coisas insignificantes. Deparou-se com o seu ego de achar que não só evoluia, mas como também regredia mais do que pudera pensar que fosse fazer um dia. Como uma saia que se rasgou sozinha, passando de longa a curta; curta como o seu valor.

3 comentários:

  1. De tanto vestir-se, ficou nua por dentro. Se a roupa rasgou, o que sobrou?

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  2. mais do que roupas, nos vestimos de conceitos (não sempre claro, mas por muitas vezes) pro contato abstrato com as pessoas tmb...
    bons dias

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  3. Sobrou os trapos de um tecido indecifrável que é incolor, o qual não representa nada :B

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